Que Louco sou eu?

Repentinamente notei que as pessoas buscam o irreal.

Não há romance nos corações, apenas sonhos, alucinações.

Não se fala de amor, fala-se de sexo.

Não se fala de amor, fala-se de dor e violência.

Poucos são os românticos, poucos são os ainda sobreviventes.

Como colher flores onde se plantam drogas?

Não se vê compaixão, apenas condescendência e aceitação dos limites extrapolados!

Promessas falsas, palavras jogadas ao vento e desculpas quando o necessário é a tomada de providências.

Que mundo fomos construir?

O que temos a nossa volta está prestes a ruir.

O destrato de tratados, a destruição opressora, o tomada pela força, a bala como solução.

Que mundo fomos construir?

Desgovernos a fio. Derrotas da cidadania. Revogação de direitos. Imposição de vontades. Desencontro de valores humanistas.

Repentinamente onde a arma não é determinante, a ditadura do direito impera.

Somos o que afinal?

Até onde pretendem nos levar?

Em quem acreditar, quando mentir é a maior das verdades?

Perdeu-se a honra, a respeitabilidade, perdeu-se a vergonha!

Cada um que é atropelado pelo sistema, se fecha em si na tentativa de conseguir proteção e esquece que viver em sociedade é se manter unido. Só a união pode nos fazer fortes!

Nada será conseguido, nada será obtido dentro da individualidade.

Se alguns têm força e poder, observe, não foi cada um por si. Fecharam-se em grupos, conglomerados, partidos... enfim, uniram-se para obter este poder e força. E assim, unidos subjugam os individualistas.

Posso parecer utópico. Posso ser pior do que isso, posso estar na contramão do contemporâneo, ou ser louco.

Mas que tipo de louco serei eu?

Não, não me acredito em nenhuma categoria de loucos, sou pura e simplesmente um louco sonhador, um louco romântico, um louco apaixonado pela vida.

(Por: Marcos Woyames de Albuquerque

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