Pensamentos


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

30 Coisas que você deve parar de Fazer



Marc e Angel, dois escritores passionais, life-hackers e “admiradores do espírito humano”, chegaram a uma lista de 30 coisas que você parar de fazer a si mesmo. Se você gosta da listagem deles, visite o site deles e se inscreva em sua surpreendente lista de novidades.


#1. Pare de perder tempo com as pessoas erradas. - A vida é muito curta para perder tempo com pessoas que sugam a sua alegria para fora de você. Se alguém quer você em sua vida, eles vão criar espaço para você. Você não deveria ter que lutar por um lugar. Nunca, jamais insista em aparecer diante de alguém que subestima o seu valor. E lembre-se, seus verdadeiros amigos não são as pessoas que estão ao seu lado quando você está vivendo seus melhores dias, mas sim aqueles que permanecem mesmo nos piores momentos.

#2. Pare de fugir dos seus problemas. – Encare-os de frente. Não, não vai ser fácil. Não há ninguém no mundo capaz de sair ileso de cada pancada que leve. Não é esperado que estejamos aptos a imediatamente resolver quaisquer problemas. Simplesmente não somos feitos desta forma. Na verdade, somos feitos para nos irritarmos, nos entristecermos, nos machucarmos, tropeçarmos e cairmos. E é por isto ser a razão mesma de viver – encarar problemas, aprender, se adaptar, e resolvê-los ao longo do tempo. Isso é o que efetivamente nos molda na pessoa que nos tornamos.

#3. Pare de mentir para si mesmo. – Você pode mentir para qualquer outra pessoa no mundo, mas você não consegue mentir para si mesmo. Nossas vidas melhoram apenas quando arriscamos encarar as oportunidades, e a primeira e mais dificil oportunidade que podemos encarar é sermos honestos conosco mesmos.

#4. Pare de colocar as suas necessidades em segundo plano. – A coisa mais dolorosa é perder-se de si mesmo no processo de “amar” alguém demais, e esquecer de que você é especial, também. Sim, ajude aos outros; Mas ajude-se também. Se existe um momento para correr atrás de sua paixão e fazer algo que realmente importa para você mesmo,este momento é agora.

#5. Pare de tentar ser alguém que você não é. – Um dos maiores desafios na vida é ser você mesmo em um mundo que tenta fazê-lo igual a todos os outros. Alguém sempre vai ser mais bonito, alguém sempre será mais esperto, alguém sempre será mais jovem, mas eles jamais serão você. Não mude para que os outros passem a gostar de você. Seja você mesmo e as pessoas certas vão amar quem você é de verdade.

#6. Pare de se apegar ao passado. - Você não pode iniciar o próximo capítulo da sua vida se você continua relendo o anterior.

#7. Pare de ter medo de cometer erros. – Fazer algo e falhar é ao menos dez vezes mais produtivo do que não fazer nada. Todo sucesso deixa uma trilha de falhas atrás de si, e cada falha é um passo rumo ao sucesso. Você acaba se arrependendo muito mais das coisas que NÃO fez, do que daquelas que fez.

#8. Pare de se reprender por velhos tropeços. - Nós podemos amar a pessoa errada e chorar sobre as coisas erradas, mas não importa o quão erradas as coisas se tornem, uma coisa é certa, os enganos nos ajudam encontrar a pessoa e as coisas que são certas para nós. Todos cometemos enganos, temos tropeços e mesmo nos arrependemos das coisas em nosso passado. Mas você não é seus enganos, nem seus tropeços, e você está aqui AGORA com o poder de definir o seu dia e o seu futuro. Toda e cada coisa que aconteceu na sua vida está te preparando para um momento que ainda virá.

#9. Pare de tentar comprar felicidade. - Muitas das coisas que desejamos são caras. Mas a verdade é que, as coisas que realmente nos satisfazem, são totalmente grátis – amor, risadas e trabalhar naquilo que nos apaixona.

#10. Pare de procurar a felicidade exclusivamente nos outros. – Se você não está feliz com quem você é por dentro, você tampouco será feliz em um relacionamento de longo prazo com quem quer que seja. Você precisa criar estabilidade na própria vida em primeiro lugar, antes que possa compartilhá-la com mais alguém.

#11. Pare de ficar ocioso. - Não pense demais ou você criará um problema que nem existia, para começar. Avalie as situações e tome ações decisivas. Você não pode mudar o que se recusa a encarar. Progredir envolve assumir riscos. Ponto! Voc? não pode andar até a segunda base e manter o seu pé ainda na primeira.

#12. Pare de pensar que você não está pronto. - Ninguém realmente se sente 100% pronto quando uma oportunidade aparece. E isto acontece porque as mais grandiosas oportunidades na vida nos forçam a crescer além das nossas zonas de conforto, o que significa que não estaremos totalmente confortáveis, no início.

#13. Pare de se envolver em relacionamentos pelas razões erradas. – Relacionamentos devem ser escolhidos com sabedoria. É melhor estar só do que em má companhia. Não há necessidade de pressa. Se alguma coisa deve ser, ela acontecerá – no seu tempo certo, com a pessoa certa e pela melhor das razões. Se apaixone quando estiver pronto, não quando estiver solitário.

#14. Pare de rejeitar novas relações por que as antigas não funcionaram. – Na vida você perceberá que existe um propósito em conhecer cada pessoa que você conhece. Alguns testarão você, outros te usarão e outros te ensinarão. Mas, o que é mais importante, alguns despertarão o que há de melhor em você.

#15. Pare de tentar competir com todo mundo. - Não se preocupe com o que os outros fazem melhor do que você. Concentre-se em bater os seus próprios recordes todos os dias. O sucesso é uma batalha travada apenas entre VOCÊ e VOCÊ MESMO.

#16. Pare de ter inveja dos outros. – A inveja é a arte de contar as bençãos alheias, ao invés das próprias. Se pergunte o seguinte: “O que é que eu tenho que todas as outras pessoas desejam?”

#17. Pare de reclamar e sentir pena de si mesmo. – As “bolas com efeito” da vida são jogadas por um motivo – para mudar o seu caminho numa direção que se destina a você. Você pode não ver ou entender tudo no momento em que isto acontece, e pode ser difícil. Mas pense naquelas “bolas curvas” negativas que foram jogadas para você no passado. Você frequentemente perceberá que no final elas te levaram a melhores lugares, pessoas, estados de espírito, ou situações. Então sorria! Deixe todos saberem que hoje você é mais forte do que era ontem, e então você será.

#18. Pare de guardar rancor. – Não viva a sua vida com ódio no coração. Você acabará machucando a si próprio muito mais do que as pessoas que você odeia. Perdoar não é dizer “o que você fez de errado comigo não tem importância”, é dizer “eu não vou permitir que o que você fez comigo seja a ruína eterna da minha felicidade”. Perdoar é a resposta… desapegue, encontre paz e liberte-se! E lembre-se, o perdão não é apenas para as outras pessoas, é para si mesmo também. E você deve perdoar-se, seguir em frente e tentar fazer melhor na próxima vez.

#19. Pare de deixar os outros te rebaixarem ao nível deles. – Recuse-se em baixar os seus padrões de qualidade para acomodar aqueles que se recusam a elevar os deles.

#20. Pare de perder tempo se explicando aos outros. – De toda forma, seus amigos não precisam e seus inimigos não vão acreditar. Apenas faça o que seu coração aponta como o caminho certo.

#21. Pare de fazer as mesmas coisas de novo, e de novo, sem uma pausa. - A hora certa de respirar profundamente é quando você não tem tempo pra isso. Se você continuar insistindo no que está fazendo, você vai continuar obtendo o mesmo resultado. Às vezes, você precisa se distanciar um pouco para ver as coisas mais claramente.

#22. Pare de negligenciar a beleza dos pequenos momentos. – Aproveite as pequenas coisas, pois um dia você pode olhar para trás e descobrir que elas eram as grandes coisas. A melhor porção da sua vida será composta dos pequenos e inomináveis momentos que você passa sorrindo junto de alguém importante pra você.

#23. Pare de tentar alcançar a perfeição. – O mundo real não recompensa o perfeccionismo, ele recompensa as pessoas que conseguem fazer as coisas.

#24. Pare de seguir o caminho do menor esforço. – A vida não é fácil, especialmente quando você planeja alcançar algo de valor. Não pegue o caminho mais fácil. Faça algo extraordinário.

#25. Pare de agir como se tudo estivesse bem, quando não está. – É perfeitamente normal desmoronar por um breve período. Você nem sempre precisa fingir que é o mais forte, nem constantemente tentar provar que tudo está indo bem. Você tampouco deveria se preocupar com o que os outros pensam – chore se precisar – é saudável colocar suas lágrimas para fora. Quanto mais cedo você o fizer, mais cedo você estará apto a sorrir genuinamente de novo.

#26. Pare de culpar os outros pelos seus próprios problemas. - A dimensão com que você conseguirá realizar seus sonhos depende da dimensão com que você assume responsabilidade pela própria vida. Quando você culpa os outros pelo que você está passando, você nega responsabilidade – você dá aos outros poder sobre aquela parte da sua vida.

#27. Pare de tentar ser tudo para todos. – Alcançar isto é impossível, e tentar apenas te levará ao esgotamento. Mas fazer uma pessoa sorrir PODE mudar o mundo. Talvez não todo o mundo, mas o mundo dela. Então estreite o seu foco.

#28. Pare de se preocupar demais. – A preocupação não removerá os obstáculos do amanhã, mas removerá as delícias do dia de hoje. Um modo de verificar se algo vale o esforço de super ponderar a respeito é se fazer a seguinte pergunta: “Isso importará daqui a um ano? Três anos? Cinco anos?”. Se não, então não é nada que valha o esforço de preocupar-se.

#29. Pare de focar naquilo que você não quer que aconteça. – Foque naquilo que você quer que aconteça. Pensamento positivo está na dianteira de todo grande história de sucesso. Se você acordar toda manhã com o pensamento de que algo maravilhoso acontecerá na sua vida hoje, e você prestar muita atenção, você com frequência descobriá que tem razão.

#30. Pare de ser ingrato. – Não importa o quão bom ou o quão ruins as coisas estejam, acorde todo dia grato pela sua vida. Alguém em algum lugar está desesperadamente lutando pela própria vida. Ao invés de pensar naquilo que falta, tente pensar em tudo aquilo que você já tem e que quase todo mundo sente falta.

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Direitos Autorais:
http://www.lifebuzz.com/pt-br/30-coisas/

Merecimento

 
Sou merecedor.
Mereço tudo o que é bom.
Não uma parte, não um pouquinho,mas tudo o que é bom.
Agora me afasto de todos os pensamentos negativos, restritivos.
Liberto e deixo ir todas as minhas limitações.
Em minha mente, sou livre.
Agora me transporto para um novo espaço de consciência,
onde estou disposto a me ver de maneira diferente.
Estou decidido a criar novos pensamentos sobre mim mesmo e minha vida.
Meu modo de pensar torna-se uma nova experiência.
Eu agora sei e afirmo que sou uno com o Poder de Prosperidade do Universo.
Assim, prospero de inúmeras maneiras.
Está diante de mim a totalidade das possibilidades.
Mereço vida - uma boa vida.
Mereço amor - uma abundância de amor.
Mereço boa saúde.
Mereço viver  - com conforto e prosperar.
Mereço alegria e felicidade.
Mereço a liberdade - de ser tudo o que posso ser.
Mereço mais do que isso.  Mereço tudo o que é bom.
O Universo está mais do que disposto  a manifestar minhas novas crenças.
Aceito essa vida abundante com alegria, prazer e gratidão, pois sou merecedor.
Eu a aceito;  sei que é verdadeira.
Sou grato a Deus  - por todas as bênçãos que recebo.
 
Autoria: Louise L. Hay

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Quem vive de passado é........

Há muito tempo há um ditado que quem vive de passado é Museu, mas quero te dizer que quem vive de passado são as pessoas que nunca conseguiram superar as tribulações da vida ,os desencantos, as decepções, as magoas que existem dentro de si. Portanto são as pessoas que estão com feridas na alma, que não conseguem viver e sobreviver as tempestades da vida, queridos não se afoguem, não olhe para atrás, siga em frente, não seja estagnado, marche ,abra caminhos para você mesmo passar, pois saiba que o seu pior inimigo é você mesmo e o seu melhor amigo também é você mesmo. Escolha quem quer ter ao seu lado se o inimigo ou o amigo. Pare e pense e decida o melhor.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

GANDHI E O PROFESSOR ARROGANTE

GANDHI E O PROFESSOR ARROGANTE


Enquanto estudava Direito no Colégio Universitário da London University de Londres, um professor de sobrenome Peters tinha-lhe aversão, mas o estudante Gandhi nunca baixou a cabeça e os seus encontros eram frequentes.

Um dia Professor Peters estava a almoçar na sala de jantar da Universidade e o aluno vem com a bandeja e senta-se ao lado do professor.

Professor, altivo, diz:

- "Sr. Gandhi você não entende ... Um porco e um pássaro, não se sentam juntos para comer."

Ao que Gandhi respondeu:

- "Fique o professor tranquilo ... Eu vou voando", e mudou-se pra outra mesa.

Mr. Peters ficou cheio de raiva e decidiu vingar-se no teste seguinte, mas o aluno respondeu de forma brilhante a cada pergunta. Então o professor fez mais uma pergunta:

- "Mr. Gandhi, você está andando na rua e encontra um saco, dentro dele está a sabedoria e uma grande quantidade de dinheiro, qual dos dois tira?"

Gandhi responde sem hesitar:

- "É claro professor que tiro o dinheiro!"

O professor Peters sorrindo diz:

- "Eu, ao contrário, tinha agarrado a sabedoria, você não acha?"

- "Cada um tira o que não tem." responde Gandhi.

O professor Peters, fica histérico e escreve no papel da pergunta: Idiota!

E o jovem Gandhi recebe a folha e lê atentamente.

Depois de alguns minutos dirige-se ao professor e diz:

- "Mr. Peters, reparo que assinou a minha folha, mas não colocou a nota?"

quarta-feira, 29 de julho de 2015

O Poder da Meditação

Meditação não é introspecção. Não é pensar. Não é refletir. Não é visualização. Não é mentalização. Não é viagem astral. Não é incorporação de espíritos. Não é levitação. Não é hipnose. Não é sair do corpo. Não é lavagem cerebral. Não são efeitos especiais esotéricos. Meditação é simplesmente relaxar no presente. Curtir a vida que está acontecendo agora. Se você for ao dicionário, encontrará um sinônimo para meditação: refletir, ponderar. Mas este significado não é o significado que o oriente tem para meditação. Meditação é apenas aprender a viver no presente. Mas essas são idéias equivocadas que as pessoas têm da meditação. Quando estamos no presente, totalmente no momento, estamos sentindo verdadeiramente a vida. Mas quando realmente estamos no presente? A maior parte do tempo estamos pensando no passado ou no futuro, lembrando ou viajando na imaginação. Meditação é justamente o contrário do que muitos pensam. A maioria de nós está sempre “viajando” na mente, sonhando acordado. Meditar é sair do sonho e sentir a beleza da realidade com outra percepção. É estar aqui e agora, disposto a olhar a vida como ela é. Em meditação aprendemos que o nosso Ser real está sempre no presente. Quem não está nunca no presente são nossos pensamentos. Então precisamos aprender o que é nossa essência. Assim, aos poucos aprendemos a reconhecer a paz que está sempre conosco. Quem é você? Além do seu papel social, QUEM É VOCÊ? O que é a vida? Qual o propósito da vida? Qual a razão de você estar aqui? Qual o mistério da vida e da morte? Se você tem interesse nessas perguntas, você está participando da obra de Deus. Veja se sua vida não é apenas um satisfazer dos seus sentidos. Então ela se torna sem sentido. Nossas vidas repetitivas nos impedem de estar no presente. Tudo se repete, de forma que podemos viver no piloto automático e predizer de antemão tudo que ocorrerá... “Irei trabalhar, comer, tomar uma cervejinha, olhar um filme na tv, fazer sexo, depois dormir para acordar no outro dia de novo e...” Será que não é isso que todos nós estamos fazendo com nossas vidas? Acho que a meditação ajuda a nos darmos conta do nosso automatismo, dos hábitos cômodos, da vida robótica que temos vivido para cumprir certos papéis sociais. Uma vez ouvi do Gaiarsa: “TODOS VIGIAM A TODOS PARA QUE NINGUÉM FAÇA AQUILO QUE TODOS QUEREM FAZER”. Esta é a nossa sociedade. Quem está preso, engaiolado, quem esqueceu os seus sonhos e vive uma vida pobre, gostaria que todos participassem dessa vida miserável também. Viva o seu papel social, mas saiba que você é mais que isso. Você tem um potencial divino infinito para desenvolver, e a maioria das pessoas se acomoda por pouco. Talvez seja por essa razão que a vida pareça tão pouco significativa para muitas pessoas. A meditação propicia uma harmonização energética no corpo e mente, clareando o seu espaço sagrado interior. É indicada para pessoas que se identificam muito com suas emoções e pensamentos, para depressões, bloqueios emocionais e doenças psicossomáticas. A sua prática regular é um poderoso antídoto para as doenças da mente e do corpo. Meditar é cuidar de sua vida. Porque a sua vida é a coisa mais preciosa que você tem. Sambodh Naseeb Nataniel Piva

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Muda Brasil


Gráficos disponíveis em páginas do Facebook mostram um aumento significativo no número de seguidores de grupos separatistas após o dia 25 de outubro, quando foi definido o resultado do segundo turno das eleições presidenciais doBrasil. Em entrevista,Júlio César Bueno, 24 anos, presidente do Movimento São Paulo Independente (MSPI) desde o ano passado, disse que o resultado da votação despertou o sentimento de separatismo em eleitores do Sul e do Sudeste do País.
Apesar de a “divisão” do Brasil ter sido desmistificada pelo historiador econômico Thomas Conti, dados da rede social apontam que a página do MSPI ganhou 17,7 mil novas curtidas ao longo desta semana, o que representaria um crescimentode 267,3%. O Movimento O Sul é o Meu País chegou a atingir cerca de 273% de aumento no número de seguidores. De acordo com os gráficos disponibilizados pelo site, os maiores índices foram alcançados no dia seguinte às eleições.
“Ficou muito claro, pelo resultado final, que Dilma Rousseff teve uma votação muito mais expressiva em Estados e regiões que são mais atendidos por programas sociais. O Sul e o Sudeste, e ainda mais especificamente São Paulo, votaram massivamente em Aécio Neves. Não porque ele fosse o melhor, mas porque ele era a alternativa contra o PT. São Paulo repudia o PT. Como a população votou contra o partido e viu seu candidato não ser eleito, esse sentimento de independência passou a ser despertado em muitos paulistas”, afirmou Júlio, que é professor de história na rede estadual. O líder do MSPI acrescentou que, no Sul, o movimento separatista é um pouco mais organizado.
O movimento, que se diz “extrapartidário”, negou que tenha feito qualquer tipo de campanha para o candidato do PSDB. “Em momento algum. Também não pregamos em nossa página o voto anti-PT. Tentamos mostrar que nenhum deles era o ideal para São Paulo, mas é evidente que, entre os nossos adeptos, a maioria votou contra o PT”, explicou.
Quanto à postura do grupo como oposição nos próximos anos de governo de Dilma Rousseff, Júlio afirmou que o MSPI vai defender a democracia. “A gente precisa de um sistema democrático no Brasil para que o nosso movimento seja bem sucedido. Nosso receio é que o PT venha, neste governo, se encaminhar para um regime populista. Com as mudanças constitucionais que estão sendo propostas, tememos que o PT instale algo parecido com o bolivarianismo. Não acredito que vire uma Venezuela, mas seria um regime mais demagogo”, opinou.
O presidente do movimento rebateu acusações sobre preconceito e disse que a posição do grupo “de maneira alguma tem a ver com discriminação de origem”. “Não temos motivo para discriminar. O que queremos é poder governar em paz, que o Estado seja independente, mantendo relações diplomáticas com os demais”, afirmou. O professor alegou que São Paulo é responsável por 40% da arrecadação federal, porém, apenas 10% retorna à unidade federativa como investimento. Para Júlio, as demais regiões do Brasil só começarão a crescer quando o território paulista se separar. “Os estados pobres precisam aprender a caminhar com as próprias pernas”, finalizou.
Algumas páginas que também registraram crescimento maior a partir do dia 25 foram: Movimento República de São Paulo (8 mil novas curtidas, alta de 79,9%), a comunidade Separatismo (874 novas curtidas, alta de 1.680,8%), O Rio é o Meu País (1,8 mil novas curtidas, alta de 4%) e Estados Aliados de São Paulo (985 novas curtidas, alta de 119,9%). 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Vamos dividir o Brasil - Muda Brasil



O Povo Brasileiro já pintou o rostos em várias ocasiões, agora acho que esta na hora de pintarmos de novo para acertar de vez com tudo o que esta errado, a Dilma fica com o Nordeste e Norte e o Aécio Fica com o Sul,Sudeste e Centro Oeste.

Vamos acabar de vez com esta baderna que virou o Brasil. Aproveitando o movimento separatista do Sul, vamos aproveitar e criarmos um novo pais.

1 Movimento separatista de São Paulo

EXTRA - A ideia do movimento é propor a discussão ou realmente levar à frente um movimento para separar São Paulo do país?
— São Paulo Livre tem por objetivo abrir uma discussão junto à sociedade paulista sobre as vantagens de um eventual processo de independência. Apoiamos a ideia de viver num país menor, com muito menos burocracia e mais incentivos à livre iniciativa e ao progresso individual pelo próprio mérito. Acreditamos que São Paulo tem condições, se virasse um país independente, de proporcionar uma vida melhor para seus habitantes. Mas essa é a nossa opinião. Quem terá a última palavra sobre isso é, naturalmente, a própria sociedade paulista. Nenhum movimento, por menor ou maior que seja, pode responder pelo povo local como um todo. Nós, do São Paulo Livre, não temos de pretensão de iniciar um processo de independência, mas sim de iniciar um debate público, sem radicalismo, sem racismo ou qualquer tipo de preconceito, sobre o independentismo como uma das opções para o povo de São Paulo, e até para os habitantes de outros estados. Afinal, quem sou eu para dizer a um fluminense se o Rio deve ou não continuar a fazer parte da União? Essa discussão pertence exclusivamente ao povo que mora no Rio de Janeiro.
EXTRA - A proposta esbarra na Lei de Segurança Nacional, que pune as tentativas de "desmembrar parte do território nacional para constituir país independente" com reclusão de 4 a 12 anos. Como está sendo feita a articulação jurídica do movimento? Já pensaram sobre a questão?
— A lei trata de "tentativas de desmembrar parte do território nacional". Pois não estamos propondo a ninguém que haja com violência ou revolta contra o governo federal. Muito pelo contrário, queremos espalhar e discutir com a sociedade paulista nosso ponto de vista, por meio das mídias sociais, encontros, reuniões e até por meio de manifestações, sempre respeitando a lei e a ordem e, insisto, sem ofender a ninguém, sem discriminação de qualquer tipo, e com a participação dos mais diversos setores da sociedade. Pessoas podem concordar ou discordar totalmente do que propomos e argumentamos, mas não podem nos proibir de pensar, de debater ideias, por melhores ou piores que estas sejam. Se formos proibidos de pensar isso ou aquillo, aí sim estaremos a caminho de uma ditadura, na qual "crimes de pensamento" passam, tristemente, a existir.
A lei atual, por exemplo, proíbe o aborto, fora em casos vem específicos. O fato de uma lei proibir o aborto não impede, nem deve impedir, que grupos contra e pró-aborto façam manifestações, passeatas, encontros e debates para discutir com a sociedade seus respectivos pontos de vista. O mesmo vale para o independentismo. Ninguém dentro do São Paulo Livre está propondo, e nunca vai propor, ações violentas, atos racistas ou atitudes preconceituosas contra quem quer que seja, de onde quer que seja. Muito pelo contrário, digo e repito que eu, por exemplo, gosto muito do Brasil e dos brasileiros. Mas amo São Paulo, e quero o melhor para seus habitantes e, na nossa opinião, é melhor para São Paulo trilhar um outro caminho.




sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Teoria da Inteligencia Multifocal 3

Paradoxos doentios das sociedades modernas Minha trajetória como psiquiatra, pesquisador e produtor de conhecimento sobre o complexo funcionamento da mente humana me convenceu de que a nossa espécie, em particular as sociedades modernas, está adoecendo coletivamente em seu psiquismo. Enumerarei apenas alguns paradoxos ou pontos contrastantes e a necessidade de um programa mais profundo para educar o Eu como gestor do intelecto e superar o cárcere da emoção, que não apenas inclui fobias, humor depressivo, ansiedade, obsessão, mas também a dependência de drogas/álcool: 1. O humor triste e a angústia estão aumentando. A indústria do lazer está se expandindo. Nunca tivemos uma fonte de estímulos para excitar a emoção como na atualidade. A indústria da moda, os parques temáticos, os jogos esportivos, a Internet, a televisão, os estilos musicais e a literatura explodiram nas últimas décadas. Portanto, esperávamos que nossa geração fosse a que vivesse o mais intenso oásis de prazer e 34 tranquilidade. Mas nós nos enganamos, jamais fomos tão tristes e inseguros. Muitas pessoas precisam de inumeráveis estímulos para sentir migalhas de prazer. Dantas (2008) afirma que o discurso sobre o sofrimento psíquico passou a atuar na vida cotidiana, de uma forma nunca vista, a partir dos anos 80 do séc. XX, tornando-se foco de intensa preocupação social, política e de saúde mental. O que está ocorrendo? Quem deseja ter uma mente livre deve fazer questionamentos profundos. Um milhão de pessoas se suicidam por ano e dez milhões tentam e felizmente não morrem. Um número muito maior do que as vítimas nas guerras vigentes. 2. A solidão está se expandindo. As sociedades estão adensadas. No começo do século XX, éramos pouco mais de um bilhão de pessoas. Hoje, só a China e a Índia têm, cada uma, mais de um bilhão de habitantes. Por vivermos tão próximos fisicamente, pensávamos que a solidão seria estancada. Mas nos enganamos novamente, a solidão nos contaminou. As pessoas estão sós nos elevadores, no ambiente de trabalho, nas ruas, nas praças esportivas. Estão sós no meio da multidão. Moreira e Callou (2006) apontam que na contemporaneidade, apesar de seus grandes avanços científicos e tecnológicos e, sua expansão nos meios de comunicação, é possível notar uma crescente solidão no ser humano. Pois o estilo de vida individualista e consumista compromete fortemente a comunicação entre as pessoas. A solidão é, na atualidade, um dos mais graves problemas que desafiam a cultura e o homem, sinaliza Ruggero (2004 apud MOREIRA; CALLOU, 2006). 3. O diálogo está morrendo. Muitos só sabem falar de si mesmos quando estão diante de um psiquiatra ou psicólogo. Pais e filhos não cruzam suas histórias, raramente trocam experiências de vida. A família moderna está se tornando um grupo de estranhos, todos vivem ilhados em seu próprio mundo. 50% dos pais jamais conversaram com seus filhos sobre suas lágrimas, medos, angústias, pesadelos. Nas empresas e escolas as pessoas estão próximas fisicamente, mas infinitamente distantes interiormente. Perdas, angústias, medos, conflitos não são verbalizados. 80% das pessoas têm sintomas de timidez. Muitas pessoas tímidas são ótimas para os outros, mas costumam ser carrascos de si mesmas. 35 4. As discriminações chegaram a patamares insuportáveis. Infelizmente, nos dividimos, discriminamos e excluímos de múltiplas formas. Não honramos o espetáculo das ideias, nossa capacidade de pensar, o fascinante funcionamento da mente humana. Não poucas vezes não é a discriminação imposta pelos outros que mais perturba, mas a autodiscriminação. Você se autodiscrimina ou se diminui? E quanto a sociedade, sente que as pessoas olham com preconceito? Esse preconceito o machuca muito ou pouco? Já chorou ou se revoltou por causa disso? 5. A qualidade de vida está se deteriorando. Quanto pior a qualidade da educação, mais importante será o papel da psiquiatria no terceiro milênio. Apesar dos avanços da medicina, da psicologia e da psiquiatria, o normal tem sido ser ansioso e estressado e o anormal tem sido ser tranquilo e relaxado. Segundo Nunomura (2004 apud PEREIRA; SILVA; SILVA, 2010) atualmente o estresse afeta inúmeras pessoas, principalmente na fase adulta, devido a este ser o período onde se concentram as maiores responsabilidades e pressões. O autor destaca também que o estresse tem sido considerado a “doença do século”, agrupando diversos fatores internos e externos ao sujeito, os quais se não forem controlados desde o início podem provocar muitas complicações à saúde. De acordo com Instituto de pesquisa social da Universidade de Michigan (USA) 50% das pessoas cedo ou tarde desenvolverão um transtorno psíquico como depressão, fobias, síndrome do pânico, estresse pós-traumático, psicoses, alcoolismo, farmacodependência. Um número assustador. Que tipo de sintoma por ventura tem: é ansioso, agitado, tenso? Sofre por antecipação? Acorda cansado, vive fatigado? Anda esquecido ou tem déficit de memória? Tem sintomas psicossomáticos (dores de cabeça, muscular, taquicardia, queda de cabelo, etc.)? PAINEL DE DEBATE DA PRIMEIRA FERRAMENTA Após cada ferramenta haverá um painel de debate. Esperamos que o debate já tenha ocorrido durante toda a exposição de cada ferramenta, mas, apesar disso, o programa FREEMIND trará sempre um painel de perguntas para trazer à lembrança pontos importantes. 36 1 - Você tem tido um romance com sua própria história? Qual o valor real que você dá para você mesmo? Em que lugar está na sua escala de valores? 2 – O que é ser forte ou maduro para o programa FREEMIND? 3 – O que é ser frágil ou imaturo para o programa FREEMIND? 4 – você é um especialista em compreender ou em julgar? Quando você passa por um sofrimento, seja ele qual for, você o enfrenta com maturidade e procura reciclá-lo e usá-lo para crescer ou foge dele? PAINEL DE EXERCÍCIOS DIÁRIOS Faça um relatório dos seus exercícios durante a semana. O que praticou e qual foi o resultado? Após cada ferramenta haverá uma recomendação de exercícios diários. É fundamental para o sucesso de cada participante que ele o pratique e faça um relatório diário. Não basta se encantar com a ferramenta, é necessário disciplina para incorporá- la. Antes de iniciar a exposição da próxima ferramenta, o facilitador deveria pedir para os participantes comentarem pelo menos uma de suas práticas semanais. 1 – Escreva os princípios filosóficos que você mais precisa treinar, assimilar e trabalhar. 2 - Treine a cada momento compreender mais e julgar menos, agradecer mais e criticar menos. 3 - Treine diariamente usar seus erros não para se punir, mas para amadurecer, compreender as limitações da existência e ser mais tolerante com os outros. 4- Exercite encarar suas frustrações e decepções com maturidade. Jamais esqueça que não há céus sem tempestades, nem caminhos sem acidentes. Comente as experiências que teve na semana. 5 - Equipe seu Eu para nunca desistir de você e nem das pessoas que ama. Os fortes são obstinados, determinados, ouvem o inaudível e veem o invisível, por isso sempre dão uma nova chance para si e para os outros. Relate se durante a semana você vivenciou essa ferramenta. 4.2 Segunda ferramenta do FREEMIND O EU COMO AUTOR DA PRÓPRIA HISTÓRIA 37 Ser Autor da sua História é ser: 1. Capaz de reconhecer que cada ser humano é um ser único. 2. Gestor dos pensamentos. 3. Protetor das emoções. 4. Filtrador dos estímulos estressantes. 5. Capaz de pensar antes de reagir nos focos de tensão. 6. Capaz de construir metas claras e lutar por elas. 7. Capaz de fazer escolhas e saber que toda escolha implica em perdas e não apenas em ganhos. 8. Capaz de tirar os disfarces sociais, ser transparente e reconhecer conflitos, fragilidades, atitudes estúpidas. 9. Capaz de não desistir da vida, mesmo quando o mundo desaba sobre si. 10. Capaz de liderar a si mesmo, não ser controlado pelo ambiente, circunstâncias e ideias perturbadoras. Introdução A educação clássica nos ensina a conhecer detalhes dos átomos que nunca veremos e planetas que nunca pisaremos, mas não nos ensina a conhecer o planeta que todos os dias respiramos, andamos, vivemos: o planeta psíquico. Ao longo da aplicação do programa você será encorajado a se autoconhecer, a se mapear. O autoconhecimento básico é fundamental para expandir o prazer de viver, superar a solidão, promover o diálogo interpessoal, estimular a formação de pensadores, enriquecer a arte de pensar, debelar o câncer da discriminação, prevenir a depressão, a síndrome do pânico, os transtornos ansiosos, a dependência das drogas. Você se conhece? Já entrou em áreas mais profundas de si mesmo? Tem medo de mapear suas fragilidades? Por sermos uma espécie pensante, temos tendência em cuidar seriamente daquilo que tem valor. Cuidamos do motor do carro para não fundir, da casa para não deteriorar, do trabalho para não sermos superados, do dinheiro para não faltar. Alguns se 38 preocupam com suas roupas; outros, com suas joias, e, ainda outros, com sua imagem social. Mas qual é o nosso maior tesouro? O que deveria ocupar o centro de nossas atenções? O carro, a casa, o trabalho, o dinheiro, as roupas, as viagens ou a qualidade de vida! Por incrível que pareça nossa qualidade de vida fica frequentemente em segundo plano. Sem ela, não temos nada e não somos nada, não somos mentalmente saudáveis, emocionalmente livres, socialmente maduros, profissionalmente realizados. Você cuida da sua qualidade de vida? Minayo (2000) associa qualidade de vida ao grau de satisfação encontrado na vida familiar, amorosa, social, ambiental e à própria existência, sendo que em todas as sondagens que são realizadas sobre essa temática se encontram valores não materiais, como amor, liberdade, solidariedade, inserção social, realização pessoal e felicidade. A autora acrescenta que o termo qualidade de vida abrange muitos significados, os quais traduzem conhecimentos, experiências e valores de sujeitos e sociedades em suas diferentes épocas e contextos culturais. A aeronave mental tem um péssimo piloto Você teria coragem de subir num avião e fazer uma longa viagem sabendo que o piloto não tem experiência, tem poucas horas de vôo? Relaxaria se soubesse que ele desconhece os instrumentos de navegação? Dormiria se ele não tivesse habilidades para se desviar de rotas turbulentas, com alta concentração de nuvens e descargas elétricas? Fiz essas simples perguntas numa conferência que dei sobre A Educação do Século XXI para cerca trezentos coordenadores de faculdades, reitores e pró-reitores do país, que representam um universo de mais de cem mil alunos universitários. É obvio que todos responderam que se sentiriam completamente desconfortáveis. Muitos sequer ousariam pisar nessa aeronave. Mas abaferramenta-os ao afirmar que embarcamos diariamente na mais complexa das aeronaves e que é comandada por um piloto frequentemente despreparado, mal equipado e mal educado e, portanto, sujeito a causa inúmeros acidentes. A aeronave é a mente humana e o piloto é o Eu. Se você entrar num avião de última geração ficará perplexo com a quantidade de instrumentos para dar apoio à navegação. Mas de que adianta haver tais instrumentos se o piloto não souber usá-los? De que adianta o Eu ter recursos para dirigir o psiquismo 39 ou intelecto humano se durante o processo de formação da personalidade não aprende os conhecimentos básicos desses instrumentos e as mínimas habilidades para operá-los? Ninguém é tão importante como os professores(as) no teatro social, embora a débil sociedade não lhes dê o status que merecem. Mas o sistema em que eles estão inseridos é estressante e não forma coletivamente seres humanos que têm consciência de que possuem um Eu, de que esse Eu é construído por mecanismos sofisticadíssimos, de que esses mecanismos deveriam desenvolver funções vitais nobilíssimas, e de que sem o desenvolvimento dessas funções ele poderá estar completamente despreparado para pilotar o aparelho mental, em especial quando abarcado por um transtorno psíquico mais grave, como a dependência de drogas, depressão e ansiedade crônica. E uma vez despreparado, será conduzido pelas tempestades sociais e pelas crises psíquicas. Será um barco a deriva, sem leme. Um Eu mal formado terá grandes chances de ser imaturo, ainda que seja um gigante na ciência; sem brilho, ainda que seja socialmente aplaudido; viver de migalhas de prazer, ainda que tenha dinheiro para comprar o que bem desejar; engessado, ainda que tenha grande potencial criativo. O que seu Eu faz com as turbulências emocionais? Deixa-as passar, desvia-se delas ou as enfrenta? Se fôssemos um piloto de avião, a melhor conduta talvez seria desviar-se das formações densas de nuvens, mas, como pilotos mentais, essa seria a pior atitude, embora seja a frequentemente tomada. Em primeiro lugar, porque é impossível o Eu fugir de si mesmo. Em segundo, porque, se o Eu exercitar a paciência para deixar as emoções angustiantes se dissiparem espontaneamente para seguir em frente, ele cairá na armadilha da autoilusão. A paciência, tão importante nas relações sociais, é péssima se significar omissão do Eu em atuar no gerenciamento das dores e conflitos psíquicos. Elas apenas aparentemente se dissiparão. Serão arquivadas no córtex cerebral (camada mais evoluída do cérebro) e farão parte das matrizes de nossa personalidade. Atuar é a palavra chave. Em terceiro lugar, porque poderão formar janelas traumáticas (Killer) duplo P (duplo poder: poder de encarceramento do Eu e de expansão da janela doentia). Estudaremos esse assunto, mas tais janelas aprisionam o Eu e o desestabiliza como gerente da mente humana. O Eu deveria saber usar instrumentos para o enfrentamento e reciclagem das tensões, angústias e mazelas emocionais. Mas as escolas do mundo todo não nos ensinam a usar esses instrumentos ou ferramentas. Que tipo de ferramentas você usa diante dos medos que furtam a tranquilidade? Os medos ou fobias vêm e aparentemente 40 vão embora depois de minutos ou horas, mas nos enganamos, eles não vão embora, ficam depositados nos bastidores da memória e pouco a pouco vão desertificando o território da emoção. A fobia é uma aversão irracional por insetos, elevadores (claustrofobia), falar em público (fobia social), por sua vez, a dependência de drogas é uma atração irracional por uma substancia. Tanto uma como a outra depende das janelas killer duplo P, produzidas por um registro superdimensionado de experiências doentias. Depois que se instalou e se expandiu essas janelas, cristaliza-se a dependência psicológica. A partir daí, o verdadeiro monstro não mais é a droga química, mas o arquivamento delas nos bastidores da mente. Esses arquivos é que controlam o Eu e “assombram” o usuário de dentro para fora. Estudaremos que as janelas killer não podem ser deletadas, apenas reeditadas. Por isso, superar a dependência não é uma tarefa simples ou mágica, é muito mais do que se afastar das drogas. Depende de treinamento, educação e psicoterapia. Bonadio (2011) afirma que a dependência química por ser uma condição crônica apresenta demandas diversificadas dos pacientes ao longo do tempo, por isso é imprescindível o estabelecimento de novas metas e também uma revisão nas estratégias de reabilitação mais adequadas para atingi-las, partindo do pressuposto de uma constante avaliação de necessidades. E que tipo de atitude o Eu toma diante do humor depressivo que esmaga o encanto pela existência? E dos estímulos estressantes que tira-nos do ponto de equilíbrio? E dos pensamentos antecipatórios, da ansiedade e irritabilidade? Infelizmente o Eu é treinado a ficar calado no único lugar que não se admite ficar quieto. É adestrado para ser submisso no único lugar em que não se admite ser um servo. É aprisionado no único ambiente em que só se é inteligente, saudável e feliz se for livre. O seu Eu cala-se ou grita dentro de você. É líder ou servo dos seus pensamentos perturbadores? Não seja rápido em responder. Pergunte se você não sofre por problemas que ainda não aconteceram. Os tipos de dependência Esse programa objetiva, como foi comentado, o desenvolvimento das funções complexas da inteligência, para promover a saúde emocional e prevenir transtornos mentais, incluindo a dependência de drogas. A dependência das drogas é uma doença 41 psíquica grave, que desertifica o prazer de viver e encarcera o ser humano na sua própria mente, no único lugar que ele deveria ser livre. A quase totalidade dos usuários de drogas não tem a mínima ideia do desastre nos solos do inconsciente que as drogas causam. Apesar disso, é possível reciclar as janelas traumáticas que produzem compulsão e dependência pelas drogas, superar o cárcere da emoção e encontrar a mais plena liberdade. Uma tarefa difícil, mas plenamente possível, que, como sempre enfatizaremos, exigirá educação, exercícios intelecto/emocionais diários e treinamentos. Vejamos os dois tipos básicos de dependência que as drogas lícitas e ilícitas causam. Dependência física: é a capacidade de uma droga de não apenas produzir efeito psicológico, mas participar do metabolismo do organismo, a tal ponto que sua ausência produz uma síndrome de abstinência, caracterizada por delírios, alucinações, dores pelo corpo, diarreias, vômitos, cefaleia (dores de cabeça), alterações cardiovasculares. A heroína e o álcool etílico são exemplo de duas drogas que produzem alta dependência física. A dependência física da heroína pode se instalar em uma semana. É usada frequentemente injetável. As bebidas alcoólicas podem demorar meses ou anos, dependendo da frequência do uso, do tipo de organismo e do teor alcoólico das bebidas ingeridas. Dependência psicológica: é a capacidade de uma droga produzir efeito psicológico intenso e rápido, gerando matrizes traumáticas no córtex cerebral, aqui chamadas de janelas Killer duplo P: poder de fechar o circuito da memória e encarcerar o Eu e poder de descolar a personalidade, levando-a a ser dependente, insegura, frágil. Essas janelas traumáticas produzem uma necessidade compulsiva (“fissura”) pelo uso de uma nova dose da droga. Quando o usuário deixa de usá-las por um determinado período abrem-se algumas dessas janelas Killer duplo P nos solos do inconsciente, o que gera uma atração intensa e irracional por elas, traduzida por uma rica sintomatologia: ansiedade, insônia, humor depressivo, emoção aflitiva, irritabilidade, angústia. Frequentemente o usuário não identifica esses sintomas como sendo da dependência psicológica da droga que está usando, mas como problemas existenciais que está atravessando. Esta falta de identificação agiganta o monstro da dependência ao longo do tempo. Exemplo de drogas que provocam dependência psicológica é o crack e a cocaína. Nunca devemos nos esquecer que toda droga que produz dependência física produz também dependência psicológica. Mas nem toda que produz dependência psicológica produz dependência física. O crack e a cocaína por apresentarem graves 42 sintomas psicológicos, mas não apresentarem dependência física significativa, ou seja, por não gerarem sintomas orgânicos importantes com a abstinência (dores pelo corpo, tremores, náuseas, aumento da temperatura), leva o usuário a ter a falsa ideia de que está no controle do uso, o que, infelizmente, o conduz a afundar na lama da dependência, levando-o frequentemente a reconhecer que está doente ou dependente numa fase mais grave. A heroína, ao contrário, por causar alta dependência física, em poucos dias leva o usuário a sentir em seu corpo os terríveis efeitos da abstenção da droga, conduzindo-o a ter mais humildade para reconhecer que está dependente, o que o faz procurar ajuda mais rapidamente. Drummond e Drummond-Filho (2004) sinalizam que apenas 10% dos usuários de drogas desenvolvem dependência, ou seja, não são todas as pessoas que usam drogas que são dependentes. Isso ocorre porque a relação de cada indivíduo com a droga é muito distinta internamente, sendo que os dependentes químicos desenvolvem uma relação de total dependência da droga, depositando nela toda sua motivação e controle de sua vida. Já os nãodependentes conseguem ter a atitude de parar o consumo ao perceber os estragos que a mesma provoca em sua vida, seja no trabalho, nas relações familiares ou em sua vida social. Que tipo de droga você usou? Qual foi a escalada ou as drogas que passou? Quais foram os sintomas físicos e psíquicos mais importantes que sentiu quando interrompeu o uso? Você dirige a sua vida? Falta-lhe honestidade para reconhecer sua fragilidade e dependência? Dê uma nota de zero a dez que reflete seu nível de honestidade consigo mesmo. Pegue uma folha de papel e faça um relatório sobre as respostas a essas perguntas. Saiba que a superação do uso de drogas, a educação da emoção e a ressocialização do usuário exige grande empenho! Uma MENTE LIVRE (FREEMIND) exige entrega absoluta para um novo projeto de vida. Nenhum psiquiatra, psicólogo, educador, colaborador, pode fazer isso por você. Uma mente saudável não exige que sejamos heróis As mudanças na psique humana não aceita atos heroicos. Se você disser que de hoje em diante será livre, tolerante, generoso, seguro, tranquilo, bem humorado, provavelmente sua intenção heroica se dissipará como água no calor dos problemas que 43 enfrentará. Até um psicopata tem, em alguns momentos, intenção de mudar sua história, mas falha. A verdadeira liberdade é um treinamento que se conquista dia a dia, formando, como veremos, plataformas de janelas light (formadas por experiências saudáveis), que alicerçam o Eu como gestor de nossas mentes e como autor de nossas histórias. O FREEMIND é um projeto que clama que cada ser humano possua uma rica história que contenha lágrimas, alegrias, falhas, coragem, timidez, ousadia, insegurança, sonhos, sucessos, frustrações, solidão, dependência doentia. Você é um ser humano complexo. A última fronteira da ciência é desvendar como pensamos, qual a natureza e os tipos de pensamentos, como o Eu desenvolve a consciência e pode ser o gestor de nossas mentes. Nossa espécie tem o privilégio de ser uma espécie pensante entre milhões de espécies na natureza, mas, infelizmente, ela nunca honrou adequadamente a arte de pensar. As discriminações que sempre mancharam nossa história são um testemunho evidente de que não honramos essa fascinante arte. Infelizmente, pela falta de compreensão do espetáculo da vida e dos segredos que nos tecem como seres que pensam, sempre nos dividimos. A paranóia de querer estar um acima do outro e as guerras ideológicas, comerciais e físicas são reflexos de uma espécie doente e dividida. Não percebemos que, no teatro da nossa mente, somos todos iguais. Não somos judeus, árabes, americanos, brasiferramentaros, chineses. Somos seres humanos, pertencentes a uma única e fascinante espécie. Temos diferenças culturais, mas os fenômenos que constroem as cadeias de pensamentos e transformam a energia emocional são exatamente os mesmos em todo ser humano. Por isso, toda discriminação é desinteligente e desumana. Todos somos artistas no teatro da vida Talvez você nunca tenha ouvido falar sobre isso, mas se apaixonar pela vida e pela espécie humana são condições fundamentais para se ter alta qualidade de vida e sabedoria. Por favor, lembre-se sempre disto: 1- A vida que pulsa dentro de nós, independente de nossos erros, acertos, status e cultura é uma joia única no teatro da existência; 44 2- Cada ser humano é um mundo a ser explorado, uma história a ser compreendida, um solo a ser cultivado. É uma atitude irracional valorizarmos alguns artistas de Hollywood, políticos e intelectuais e não valorizarmos na mesma estatura nossa indecifrável capacidade de pensar. Afinal de contas, todos somos grandes artistas no anfiteatro da nossa mente. Que espécie é essa em que alguns são supervalorizados e a maioria é relegada ao rol dos anônimos? Isso é uma mutilação da inteligência. Muitos podem não ter fama e status social, mas para a ciência todos somos igualmente complexos e dignos. A rainha da Inglaterra nunca teve mais valor nem mais complexidade intelectual do que um miserável das ruas de Londres. Einstein e Freud não tiveram mais segredos psíquicos do que um faminto do terceiro mundo, um dependente de drogas ou um criminoso. Essa é uma verdade científica. Quando você lê sua memória em milésimos de segundos e escolhe, sem saber como, as informações em meio a bilhões de opções em seu inconsciente para construir uma única ideia, você está sendo um grande artista. Você crê nisso? Supervalorizar uma minoria de intelectuais, artistas, políticos, empresários pode ser tão traumático quanto discriminar. Respeitar e tomar algumas pessoas como modelo é saudável, mas supervalorizá-las bloqueia nossa inteligência e capacidade de decidir. Hitler foi supervalorizado. As consequências foram trágicas. A primeira grande ferramenta da qualidade de vida do programa FREEMIND é: ser autor da sua história. Para ser autor da sua história, é necessário primeiramente enxergar a grandeza do psiquismo humano e nunca se diminuir, se inferiorizar ou ser um coitadista que tem pena de si mesmo, que fica procurando culpados pelos nossos conflitos. Ainda que haja culpados, o importante não é ir a caça às bruxas fora de nós, mas encontrar os fantasmas em nossas mentes e reciclá-los, reeditá-los, eliminá-los. Um Eu que é coitadista esmaga sua coragem para reescrever sua história. Em segundo lugar, deve ter consciência de que na essência psíquica somos iguais e nas diferenças nos respeitamos. Uma pessoa madura não exige que os outros tenham a mesma crença, pensamento, cultura e modo de vida que temos. Em terceiro lugar, deve aprender gerir seus pensamentos e emoções, ferramentas que trataremos nos próximos capítulos. Ninguém pode ser um grande líder no teatro social se primeiramente não o for no teatro psíquico. Ter a capacidade de gerenciar as emoções, de acordo com Mayer e Salovey (1999 apud MUNIZ; PRIMI, 2007), envolve adquirir tolerância às experiências 45 emocionais mais intensas e também obter o conhecimento e emprego efetivo de estratégias de alterações desses sentimentos. Sendo assim com o passar do tempo pode tornar-se possível entender as reações emocionais, avaliando-as, controlando-as e compreendendo-as. O resgate da liderança do Eu Muitos confundem o significado do Eu. Mesmo nas teorias psicológicas, há uma carência de definição adequada. De acordo com a teoria da Inteligência Multifocal, o Eu representa a nossa consciência crítica, nossa vontade consciente e capacidade de decidir. O Eu é a nossa identidade. Não é um mero realizador de tarefas, eu posso, quero, faço. O Eu é a nossa capacidade de analisar as situações, duvidar, criticar, fazer escolhas, exercer o livre-arbítrio, corrigir rotas, estabelecer metas, administrar o psiquismo. Agrônomos discutem microelementos para nutrir as plantas, médicos debatem sobre moléculas medicamentosas, economistas discorrem sobre medidas para controlar o fluxo de capitais internacionais, mas não sabemos quase nada sobre como formar o Eu como diretor psíquico. O sistema acadêmico nos prepara exercer uma profissão e para conhecer e dirigir empresas, cidades ou estados, mas não a nós mesmos. Essa lacuna gerou déficits gritantes na formação do Eu, que por sua vez, se tornou um dos importantes fatores que fomentaram as falhas históricas do Homo sapiens. Não é loucura um mortal produzir guerras e homicídios? O caos dramático da morte perpetrado na solidão de um túmulo deveria produzir um aporte mínimo de sabedoria para o Eu para controlar sua violência, mas não é suficiente. Um Eu infantil, pouco dado a interiorização, postula-se como deus. Não é estupidez um ser humano que morre um pouco a cada dia ter a necessidade neurótica de poder como se fosse eterno? Não é estupidez um homem que não sabe como gerenciar seus pensamentos ter a necessidade ansiosa de controlar os outros? Não é uma barbaridade querer ser o mais rico, famoso ou o mais eficiente profissional no leito de um hospital? Ninguém quer isso. Mas por que muitos que têm espetacular sucesso social e financeiro, ao invés de relaxar e se deleitar, continuam num ritmo alucinado, procurando metas inalcançáveis? Um Eu competente não quer dizer um Eu bem formado. Um Eu mal formado pode ser eficientíssimo para o sistema social, mas, simultaneamente, ter uma péssima relação consigo mesmo. 46 Há pessoas que tiveram pais fascinantes, uma infância maravilhosa e privada de traumas, mas tornaram-se tímidas, pessimistas, mal humoradas, ansiosas. A base de sua personalidade não justifica sua miserabilidade. Para entendê-las temos de observar os mecanismos de formação do Eu. E para que elas superem essa miserabilidade não adianta tratar de uma doença, mas do Eu doente, do Eu como gerente da psique.

Administrando os Pensamentos