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Mostrando postagens de Maio, 2013

O Livro Estranho

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Apresento a todos este excelente livro de Marcio Allemand  ( MEU SOBRINHO), não deixem de ler. 
Descrição RápidaAutor: Marcio Allemand
Editora: Verve
180 páginas
“O livro de Marcio Allemand, como ele mesmo diz no título, soa estranho. É poema e prosa e mesmo quando prosa é poesia. Mas a estranheza não está aí, muitos já escreveram assim. Será então por ser um livro contra a corrente? Nenhuma novidade nisso, muitos também já escreveram assim. E Marcio Allemand nada contra a corrente desde criancinha. Natural que seu livro seja fora dos padrões, rascunho de si mesmo sem o tal do ponto final. Esboço do nem pior nem melhor, mas isto. O que você lerá agora é um livro desses de se mergulhar de cabeça e atravessar num fôlego só. Que se reinventa a cada parágrafo, surpreende a cada página. Brincadeira de despojar-se, desapegar-se. Rindo do nó na garganta, do choro contido. Trem do Méier, cotidiano de repetições, burburinho das esquinas e transeuntes apressados. O sonho e a vida real. Miscelâne…

Inspiração

Quero escrever sobre o que há de mais bonito,
esquecer o amargo da vida,
respirar outros ares,
sair por aí.

Rabiscar nos muros frases coloridas,
alegrar a cidade cinza,
me perder de mim num instante
e neste mesmo instante me encontrar em você.

Quero riscar na sua pele as estrofes da minha poesia
e rimar no seu corpo toda minha inspiração.
Só assim eu criaria os mais belos versos, ritmados, perfeitos, impróprios,
obras-primas rascunhadas em suas curvas pelas minhas próprias mãos, eu diria.

Quero acelerar meus batimentos, potencializar seu coração,
deixar vir à tona um outro sentido, sentir correr o sangue nas suas veias,
ruborizar minha face alheia, mudar o rumo desta prosa,
caminhar lado a lado, esquecer que existe outro mundo lá fora.

Só então entoar meus textos aos quatro cantos,
ver o sol amarelado desaparecer no apagar das horas,
pintar um céu aquarelado de estrelas refletidas, uma a uma,
e zarpar sem receio no seu mar infinito que tanto me encanta.

Porque todo poeta é um …