O Tempo e o Vento

Viajando pela internet, achei este texto, excelente, do site o mundo dos filósofos, que se enquadra em meu momento, não é meu mas é como se fosse.


Ponderar a exigüidade da vida cabe nos momentos em que percebemos a beleza e singularidade de determinadas situações. Principalmente analisados os bons encontros, os grandes prazeres, as felicidades temporais que de tão boas extrapolam essa dimensão.

Podemos também desejar que o Tempo corra mais se algo nos inquieta ou esperamos com ansiedade por alguma situação, resposta ou alguém. Interessante, quanto mais velho ou diria vivido, mais paciência se tem, será que tem alguma relação com convivência na presença do Tempo. 

Tanto passa o Tempo como passa o Vento, ambos não se deixam represar, são soberanos em suas condutas. De ambos, poucos sabemos, só sentimos e quando pensamos neles muitas das vezes já sofremos as suas ações. Quanto mais pensamos mais percebemos é claro, se pensamos no Vento o sentimos, se pensamos no Tempo observamos as suas ações próprias em nós e principalmente observamos nos outros.

Quando se é criança sobra mais Tempo para observar o Vento, então víamos o balanço das folhas, o deslocar das nuvens, os redemoinhos e temíamos os espíritos que o habitam (mito é claro), será? Bem, quando se cresce não sobra mais Tempo para olhar para o Vento e suas afetuosas carícias nos cabelos da palmeira, só percebemos, quando no Tempo penetramos e paramos apreensivos para sermos notificados, via veículo de informação de massa, das rebeldias com que o Vento se apresentou e danos causou, destruiu, molestou, será que ele estaria chamando a nossa atenção, senão para si quem sabe para outros fatos.

E o Tempo que faltou para observar o Tempo, corremos demais, trabalhamos demais, quando paramos e olhamos para o Tempo percebemos seu toque singelo e meigo em nossa pele, nossos cabelos, nossas forças, e, por consolo, nos entregamos a ponderar o que fizemos da vida e o que a vida fez conosco. Claro se tiver mais Tempo podemos até pensar em repensar a vida, usando melhor o Tempo.

Como é comum alguém nos dizer ou nós mesmos dizermos: Ah! Não tenho Tempo, ando tão ocupado!

Coitado, coitados de nós quando nos dermos conta que o bem mais precioso se esgotou e nós nem percebemos, por tão ocupados.

Uai! E tem jeito de fazer diferente, de não correr, de não trabalhar, tem jeito? Bem cada um que responda as suas indagações, eu vim só para provocar a arte de pensar. Mas, já que perguntei posso dar uns “pitaquinhos”... Acho que tem jeito sim e mesmo sem diminuir a carga a priori, talvez mudar o tom, o ângulo de visão, os amigos Renato e Almir, assim cantaram:

“Penso que cumprir a vida seja simplesmente: Compreender a marcha e ir tocando em frente. Como o velho boiadeiro tocando a boiada. Eu vou tocando os dias, pela longa estrada eu vou. Estrada eu sou”.

O Tempo é um bem precioso, talvez o mais precioso que temos, depois da vida, porque se não tivermos Tempo nada faremos, mas, administrar é preciso. O Vento? Ah! Outro bem precioso, quem mora em cidade quente é quem valoriza o irmão Vento.

Quando eu aposentar vou fazer isso e aquilo...e se não der?

Senhor Deus do Tempo e do Vento nos dê mais clareza para administrar melhor o nosso Tempo para observar tanto Vento como as coisas que andamos fazendo, Senhor, fazei de nós homens e mulheres que racionalmente passam pela vida sentindo o gosto de viver, saboreando cada momento com o saudável paladar de que nunca mais voltarão a acontecer da mesma forma, obrigado!

Um abraço forte e demorado!

Autor: 
José Raimundo de Assunção
Estudante de Filosofia  EAD pela Unis - Sul de Minas

Elaborado e Idealizado por Rosana Madjarof 

Comentários

Que texto fantástico!
Chega a dar saudades desta vida que é tão passageira e quando percebemos já estamos na reta final!!!
Obrigada por compartilhar!
Abraços.
Sonia Costa
Valéria Braz disse…
Meu querido amigo...acabei de postar no meu blog uma poesia sobre o tempo....
Amei o texto... precisamos dar mais valor ao tempo que nos resta (está na poesia).
Beijo no coração

Ps. Também postei no nosso lindo blog dos amigos escritores... te espero por lá!
Della disse…
Marcos, mais um texto fantástico!!! Parabéns ao autor e parabéns a você pela escolha. Passamos pela vida, muitas vezes, como se esquecêssemos que ela passa rapidamente e logo estaremos de uma outra forma que não conhecemos. A única certeza é que não poderemos levar conosco nem nossa casa, nem nosso carro, nem nossas roupas, celulares sofisticados ... acho até que lá não deva ter internet. Bem, o melhor então é nos prepararmos, sim, pra nossa aposentadoria, na qual desfrutaremos o que trabalhamos em vida: carinho, fé, amor. No entanto alguns optam por plantar a pobreza: ganância, poder, egoísmo, orgulho. O melhor é analisarmos bem os planos de aposentadoria a longo prazo e optar entre este ou aquele. A escolha ainda é nossa enquanto estivermos vivos. beijossssssssssssss
Leh disse…
Marcos,

o texto é lindo!
Reflexivo, verdadeiro e poético!
Ambos passam.

Parabéns pela escolha e trazer a este espaço!

Abraços
Sissym disse…
Marcos, quando eu quero ter mais tempo eu o tenho, mesmo na correria, mas vejo que muitos não conseguem administra-lo e esquecem como é bom olhar o balançar de uma folha!
Jackie Freitas disse…
Olá meu querido amigo!
Belo texto selecionado por você!
O tempo corre enquanto nós o procuramos. É um verdadeiro esconde-esconde e enquanto isso a vida passa inquieta e triste, pois tinha muito mais a nos mostrar enquanto tentávamos encontrar o que mais precisávamos para melhor viver.
Grande beijo,
Jackie