Corpo desejado

Naquele ensejo em que se espera o fim da tarde
Chegaste para mim com desejo em forma de fera
Penetrastes em meu quarto qual animal faminto
Exausta de perambular pela selva diária
Neste fim de tarde nos deleitamos em minha cama
Bebo em sua boca uma dose adocicada e de aroma perfumado
Extraio de seu prazer um ardor jamais dantes experimentado
Quando embriagado nesse corpo ensandecido
Vivo o êxtase sem qualquer constrangimento
Quero possui-la nesses momentos de paixão avassaladora
Sentir-me o próprio soberano desse corpo adorado
O prazer deixava o aposento num perfume embriagador
O desejo e o prazer nos tornavam reféns desses momentos
Gritos e garras se consumiam em nosso prazer
Pedidos saiam de sua deleitosa boca
Finalmente saciada seu corpo tende sobre a alvura dos lençóis
Percebo nesses instantes travesseiros e roupas pelo chão
O amanhecer arrisca penetrar pela vidraça semi-aberta
Contemplo seu corpo envolvido nos lençóis
Admiro tua nudez de fêmea satisfeita
Anseio mais um fim de tarde
Quando poderei tê-la nua e ardentemente minha.
Então serei o domador de sua fera faminta
E saciarei seus desejos até a romper do dia
Adormeceras em meus braços 
Deixando a descoberto seu corpo desejado.

Comentários

Della disse…
Belíssimo poema.Parabéns! Bjos.