Eu me Amo

Eu me Amo

Eu me amo? Quem é você, uma espécie de egomaníaco? Esperam que você não diga isso. Esperam que você seja humilde e que se mantenha depreciando a você mesmo. Não é a você que você deve amar, é os outros – o mundo. Oh, que pessoa adorável! Ele é sempre tão humilde, sempre se jogando para baixo, e ele ama todo mundo.

Não, ele não é nada disso. Ele não ama todo mundo porque ele não ama a si próprio. E se ele não ama a si próprio, ele não ama a todos. Como podemos dar de dentro de nós aquilo que nós não temos internamente? Amor, o verdadeiro amor no seu sentido mais amplo, não discrimina. Ele não diz: eu amo esta pessoa, mas não aquela ali. Ele apenas ama. Aquilo que você não tem internamente, você não pode dar para fora. As pessoas não irão amá-lo incondicionalmente até que você ame a si mesmo incondicionalmente. Elas irão dizer: eu amo você se você se amoldar àquilo que eu penso que você deva ser. Isso não é amor, isso é possessão e manipulação, vestido de amor. Amor por si mesmo é aquele ponto de equilíbrio quando nós permitimos a nós mesmos a libertação do medo e da culpa e ser quem e aquilo que nós somos. Por outro lado, amar os outros é permitir a eles, sem ressentimento e julgamento, serem quem eles são, mesmo se isso difere daquilo que nós gostaríamos que eles fossem. Eu amo você pelo que você é. Eu amo a mim pelo que eu sou. Isso é amor.

Minha vida foi um rio de confrontações raivosas com as pessoas, nascida de minha própria raiva interna. Eu não estava com raiva deles, na realidade, eu estava com raiva de mim mesmo e eles eram a forma através da qual eu podia expressar aquela raiva para fora ao invés de tratar com a fonte que estava dentro de mim. Após certa data eu comecei a gostar de mim mesmo. Eu não queria mais ser outra pessoa. Eu sabia quem eu era – uma consciência sempre em evolução que é amor, puro amor, um aspecto da Fonte de Tudo Que É. Assim como você. Todos nós somos isso. Nada nos acontece por acidente. Tudo acontece por um motivo, apesar que pode passar anos antes que descubramos isso.

Existe muitos conflitos no mundo externo devido aos muitos conflitos internos dentro das pessoas. O mundo físico reflete exatamente aquilo que está acontecendo dentro da psique humana. O tumulto e conflito internos cria o seu reflexo externo – assaltos, estupros, terrorismo e guerras. Os conflitos somente irão terminar no mundo externo quando nós encontrarmos paz dentro de nosso interior – em nossa consciência. Existirá paz e amor na Terra quando existir paz e amor em nossos corações. E isso começa e termina dentro de nós. Cure a si mesmo e você curará o mundo.

Desde que éramos criancinhas fomos condicionados a nos julgar de forma severa e a pensar sobre nós mesmos em termos negativos. Nos é dito o que devemos ser, como devemos ser, o que é certo e errado, sanidade e insanidade, bem e mal. Seja um clone, seu país precisa de clones. O que você pensa que é, algo único?

Estamos todos em uma jornada de aprendizado através de experiências. Nós obtemos aquilo que damos até que nós aprendemos e evoluímos. Nós temos sido homens e mulheres em nossas várias encarnações porque a consciência, em seu estado de harmonia, é um equilíbrio do masculino com o feminino. Cada um dos planos da existência possui um nível físico e um não-físico. Podemos visualizar isso como um relógio de água, com a realidade do espírito acima e o mundo denso abaixo. A passagem estreita, a “porta” entre os dois níveis, é um ponto neutro onde a freqüência vibracional do espiritual se junta com a física. É como um buraco negro. Isto é representado como um túnel com uma luz em seu fim que milhões de pessoas têm descrito após uma experiência de quase-morte. Quando as pessoas “morrem” e deixam o corpo físico elas não se movem necessariamente para a iluminação. A morte não é a cura da ignorância. A consciência continua a criar sua própria realidade. O que chamamos de fantasma é uma consciência que está tão confusa ou hipnotizada pelo mundo físico e seu sentido condicionado da realidade que ele não volta através do “túnel” para os reinos do espírito. Aqueles mais desbalanceados se manifestam como os “demônios” das lendas. Mas essas almas perdidas não devem ser temidas, elas são apenas mentes confusas.

No instante da “morte”, a nossa psique vai embora levando todos os nossos frangalhos emocionais, de conhecimentos e de informações distorcidas. Quando falo em nos desvencilhar das respostas condicionadas, estou falando sobre as atitudes e medos incrustados durante vastos períodos do que chamamos de tempo. O medo intenso de expressar nossa forma única não é o resultado de apenas a experiência desta vida atual.

Em cada “vida” na Terra, nossas emoções não-resolvidas e desbalanceadas são levadas através da psique à próxima vida. Essas emoções são os pesos amarrados a nossos pés de mergulhadores, que nos impede de flutuar normalmente para cima, em direção à superfície. Nunca iremos libertar nossa psique de sua densa prisão física até que nos libertemos desta nossa prisão emocional. Porém, no fundo não somos corpos físicos, somos consciências em evolução eterna e sem tempo e as nossas experiências e desafios são projetados para nos ajudar a alcançar o estado vibracional que pode propiciar o salto da prisão física para a liberdade espiritual.

O acúmulo de nossa bagagem emocional ocorre como resultado de acreditarmos que este mundo é real. Ele não é. Ele é uma tela de cinema tri-dimensional, de realidade virtual e holográfica, projetada para nos prover a oportunidade de experimentarmos a separação da Unicidade, como uma ajuda na nossa exploração profunda de nós mesmos. Nós temos estado sob a ilusão de que nós estamos separados. Nós não estamos. Nós todos somos aspectos da consciência do Um, de Deus, experienciando a si próprio subjetivamente através de suas partes constituintes – todos nós. Imagine você em pé em frente a um espelho gritando com você e batendo na sua cabeça com um bastão de baseball. Só um louco faria isso, não é? No entanto, na última vez que você gritou com outra pessoa ou foi violento com alguém, você estava na realidade fazendo isso a você próprio! Você tem um tumulto emocional interno porque você está suprimindo quem você realmente é e se submetendo, através do medo, ao projeto de uma outra pessoa; e/ou você está com raiva ou ressentimento com pessoas que não estão vivendo a vida delas como você acha que elas deviam.

Existem dois tipos de pessoas: aquelas participando do filme e aquelas na audiência, vendo o filme. A abordagem mais efetiva, na minha opinião, é ficar mudando entre essas duas posições, gozando ambas as perspectivas. Aquelas atoladas totalmente no filme (a grande maioria) acreditam que o filme é real. As experiências de aprendizado tornam-se enormes catástrofes emocionais e a culpa e o ressentimento que isso produz acaba sendo mantido por toda a vida e passado para a próxima vida. Neste caso, ao invés de remover bagagem e mover para frente, a cada vida na Terra acaba-se coletando mais bagagem.

As pessoas que encontramos são espelhos de nós mesmos ou atores representando um papel que nos pode ensinar algo sobre nós mesmos e sobre o mundo. Nós as atraímos para nós. Quando vemos conflito em algum lugar, nós estamos olhando para um tumulto interno sendo projetado para fora e sendo expresso como um evento físico. Quando ficamos com raiva dos outros, nós estamos ficando com raiva de nós mesmos, pois os outros são apenas espelhos. Nesta situação estamos atacando a nós mesmos. Mas a maioria das pessoas não percebe isso.

Ao invés de nos sentirmos culpados pelo que fizemos ou deixamos de fazer aos outros, precisamos aprender com nossas experiências, sabendo que o acontecido foi um presente, uma experiência de aprendizado para nós e para a outra pessoa(s). Elas criaram aquela situação, da mesma forma como nós a criamos. A experiência é a forma como nós evoluímos e nós precisamos da faixa total das experiências possíveis, para ter uma evolução balanceada. Culpa é meramente o lado negativo da experiência. Deixe ela ir embora. Não existe nada para nos fazer sentir culpados. Nunca, jamais. Um ator de cinema não se sente culpado quando ele representa o papel do bandido, não é mesmo?

Procuramos nos vingar de pessoas que ousam nos propiciar uma experiência que ajuda em nossa evolução. Como elas ousam me ajudar a evoluir? Eu estou com tanta raiva... Podemos nos manter amarrados a um ressentimento desde a infância até o final da vida. E quem sofre com isso? Certamente não será a pessoa contra a qual temos o ressentimento. Ela pode estar tendo uma ótima vida enquanto que nós sofremos e vamos para a cova mais cedo, através de um câncer, ataque do coração, e outras expressões físicas de raiva suprimida e de ressentimento. Não muito inteligente de nossa parte, não é mesmo? Deixe ir embora o seu ressentimento. Vá ao foco de sua amargura, olhe para ele, ela ou eles, nos olhos e diga quanto você os ama e você deseja que o conflito desapareça. Como eles irão reagir a esta sua oferta irá depender deles, mas você irá ter encerrado o conflito porque um conflito não pode existir sem que as duas parte tenham uma amargura entre si.

Meu medo da morte [e de voar] desapareceu quando eu descobri que não existe morte. O meu medo de ter o meu destino nas mãos de outra pessoa se dispersou quando eu descobri que o nosso destino nunca está nas mãos de outro, mas nas nossas próprias mãos. Não existem acidente, apenas criações humanas dentro de uma lei universal.

Se nos mantermos hipnotizados pelo filme e pensarmos que ele é real, a forma de percebermos essas experiências pode ser muito destrutiva. Se reagirmos contra as pessoas [espelhos] que nos provê estas experiências de uma forma que leva ao ressentimento e gerando um desejo de vingança, um inferno de situações irão ocorrer. Indivíduos, grupos, países, o mundo, estarão se destroçando enquanto as emoções sujas de séculos irão se colidir e guerrear. A estabilidade vibracional do planeta irá ser severamente desbalanceada neste tipo de cenário e as conseqüências no clima e na geologia podem realmente serem catastróficas para aqueles presentes no nível de 3 dimensões da Terra. O que fazemos, em outras palavras o que pensamos e sentimos, afeta fundamentalmente o nosso planeta.

As vibrações do planeta estão aumentando. Se desejamos subir com elas, para fora do pescoço da garrafa e para fora da prisão, precisamos nos livrar da bagagem emocional e do sentimento negativo de nós mesmos e dos outros, que fomos condicionados a aceitar como realidade. Podemos ver as pessoas que apertam nossos botões e liberam o nosso esgoto emocional como elas realmente são: nossas professoras. Colocando de outra forma, podemos amar os nossos “inimigos” [professores, espelhos]. Não existe nada para temer. Nós vivemos para sempre, aconteça o que acontecer. O amor é a energia que irá suavizar a transição, mais que tudo. O amor é a transição. Não existe maior presente que podemos dar a nós mesmos, aos nossos semelhantes e à Terra, do que o amor. O planeta está se sentindo não-amado porque ele não tem sido amado. Ocorre o mesmo com a humanidade. Ame a Terra, ame a você mesmo, ame a todos, e a jornada para o equilíbrio e a harmonia não precisará ser cheia de solavancos, como ela será se nós permanecermos adormecidos.

Nossas emoções tem sido o meio através do qual a manipulação vinda da quarta dimensão tem sido possível de acontecer. O estímulo ao medo tem levado as pessoas a entregar seus poderes para aqueles que elas acreditam que as irá proteger daquilo que elas foram encorajadas a temer.

Tudo o que você precisa é de amor [All you need is love].

E o amor é ilimitado e infinito. Não existe escassez de suprimento, independente de sua demanda. Você apenas pensa nele e sente ele, e ele estará presente. Tanto quanto você desejar, sempre que você desejar. Amor é a nossa chave de ouro e ela está sob nosso controle. Você pode amar a si mesmo ou odiar a si mesmo. Você pode amar os outros ou odiar os outros. Você pode amar a Terra ou abusar da Terra. Estas são opções – opções que levam consigo conseqüências físicas e espirituais. E essas escolhas são suas e minhas.

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