SÊ FÊNIX

SÊ FÊNIX

Do sonho não lembrava mais
Cinza num longo e profundo suspirar
Melancólico cântico de um átimo de lucidez a sibilar
Fênix refletida renascia, em lágrima a cessar
Menina, mulher de ínfimo querer contido
De dor, arrefecido peito estrangulado
Em combustão por desdita solidão
Como fênix sobrevivi mil vezes
Se sofri, chorei, fui ao chão
Tornei-me em cinzas , virei pó
Renasço... por vezes
Num vôo soberano
Asas imponentes me renovam
No calor de um grande amor
Regenerada, pura e pronta estou
Sou mesmo assim...
Boto a mão no fogo pra queimar
Queimo-me por gostar
Sou ave imaginária
Sou mito, perdulária (...?)
Não importa qual janela vai se abrir
Qual brecha vai a réstia entrar
De coração sempre a pulsar
meus olhos sentimentos a espelhar
Meus versos são fagulha de prosa estelar
Segredando aos adormecidos mortais.
Mitológica vou voar
Sou fênix, me permito sonhar.

Alice Poltronieri

Comentários

Jackie Freitas disse…
Olá meu anjo amigo!
Não poderia deixar de vir aqui...o título me chamou...rsrs
Mas, como tenho dito, todos nós somos por excelência, verdadeiras Fênix... temos o poder de ressuscitarmos mais belos e muito mais fortes para a vida, após matarmos tudo o que não nos faz as pessoas felizes que merecemos e devemos ser.
Vamos voar...e que nossas asas nos permitam um belo vôo!
Grande beijo,
Jackie