Espinha de Peixe



Dentro de minha garganta um nó como espinha de peixe, foi deixado pelo óbito, uma marca interna que me provoca ódio. O qual desejo regurgitar junto a tudo que me contraria e contrai o meu estomago.
Se macho fosse e possuísse bagos, ejaculava a vida em úteros férteis como semeasse flores. Um tabefe na face da ceifeira morte... Visto que ao parir ama-se além das perdas e merdas que herdamos desta ao cessar da vida.
Dentro de mim, além de meu estomago, ou de minha garganta e ainda além de meu peito taquicardíaco há suturado em minha consciência perdida, 'o amor... Este que não perece, mas vibra em alarde e tarda nesta tarde em bradar à voz do meu bardo exultante.
Ah, este amor que em nada cessa! Ao contrário, me faz confessa em letras genuínas que passam por lâminas finas, afiadas por esta vida, tão cheia de perdas, palavras,  poemas.
E se estou aflita, pela morte, ou pela vida. Peço a Deus que me perdoe a sinceridade descabida e por não me permitir da hipocrisia ser cativa.


não entendo o arrancar das flores 
condenadas as sepulturas da vida...
 morrem antes da hora 
por condenação a exuberante beleza?
isso contraria a expectativa.

rosangela ataíde

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