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Plateia da Vida

Perdoem-lhe a cara amarrada Que mostra à platéia da vida Sentada, fria e exigente, De perfeito desempenho Do seu papel neste mundo, Sob holofotes de luzes cruéis Mostrando todos os defeitos Da máscara afivelada ao rosto De quem não entendeu o texto Da odisséia que é o viver. E corre para o fundo do palco Escondendo-se de tudo, de todos, Com trejeitos e malabarismos, Receoso dos apupos e objetos Que são dirigidos ao canastrão Incapaz de erguer a cabeça Sob a égide do grande Diretor, Expor sua alma às luzes Corrigir o erro de interpretação Na tumultuada arena da vida.